Reduzir faltas sem tratar mal quem falta
A primeira reação é penalizar. Costuma ser a medida menos eficaz e a que mais custa em relação — e quase sempre é aplicada antes de se saber o que está a causar as faltas.
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Porque é que isto importa, o que um sistema faz, e como se gere um salão.
A primeira reação é penalizar. Costuma ser a medida menos eficaz e a que mais custa em relação — e quase sempre é aplicada antes de se saber o que está a causar as faltas.
O serviço mais caro raramente é o mais rentável. Quando se divide o que sobra pelo tempo que ocupa, a lista muda quase sempre de ordem.
Um salão vende horas. A ocupação diz que fração dessas horas foi vendida — e é o número que explica quase todos os meses bons e maus.
Não são dez nem vinte. São cinco, e cada um só vale se houver uma decisão do outro lado — senão é entretenimento com números.
Copiar o preço do salão do lado é a forma mais comum de o decidir e a pior. A conta que interessa tem três partes, e nenhuma é o que a concorrência cobra.
Dar acesso a tudo é cómodo até deixar de ser. Limitar tudo trava o trabalho. A linha certa depende de uma pergunta que quase ninguém faz.
Um sistema dá dezenas de relatórios e quase ninguém abre nenhum. O problema não é a falta de dados: é não haver uma pergunta à espera de resposta.
Parece burocracia até ao dia em que um produto é recolhido pelo fabricante, ou em que alguém tem uma reação e pergunta o que lhe foi aplicado.
O produto fora de validade não dá erro nem aparece em lado nenhum: vai para o lixo em silêncio. É das perdas mais fáceis de eliminar num salão.